Como cuidar dos pneus de seu veículo?

Os pneus são os componentes responsáveis pelo contato do veículo com o solo e por isso são os principais itens de segurança. Sua vida útil é estimada entre 50 mil e 70 mil Km*. Contudo, são necessários cuidados no decorrer da vida útil, com o objetivo de preservar a segurança e o conforto ao dirigir. Você sabe como cuidar dos pneus de seu veículo? Fique atento(a) as nossas dicas:

Calibragem – Este procedimento deve ser realizado periodicamente a cada 15 dias**, necessariamente com os pneus frios. É importante manter a pressão correta dos pneus, pois além de contribuir para a segurança e melhorar o desempenho, torna o automóvel mais econômico. Verifique o Manual do proprietário de seu veículo para saber a calibragem exata a ser feita. Uma pressão abaixo dos padrões estabelecidos reduz a durabilidade do pneu (em pelo menos 8.000 km), aumenta o consumo de combustível e favorece o risco de explosão do componente e acidentes na pista.

Pneus com pressão acima dos padrões têm a área de contato com o solo reduzido perdendo a aderência. Isto pode aumentar o risco de acidentes em casos de frenagem emergenciais e ocasionar a perda da trajetória do veículo nas curvas, em alta velocidade.

Indicadores de desgaste – São componentes de controle da vida útil dos pneus, também conhecido como TWI, sigla em inglês para indicador de desgaste de banda de rodagem, e estão localizados entre os sulcos dos pneus. Quando expostos, indicam que o desgaste chegou a um ponto crítico, comprometendo a segurança do condutor e dos passageiros. Neste cenário a troca deve ser imediata.

Revise a cada 10 mil Km – Embora a vida útil estimada dos pneus chegue a 70 mil Km, é importante que sejam feitas revisões periódicas, de preferência a cada 10 mil Km, com o objetivo de corrigir possíveis danos causados aos pneus no dia a dia. Buracos de rua e pequenas batidas podem causar danos que comprometem a dirigibilidade e a segurança do condutor e dos passageiros.

Rodízio dos pneus – Outro fator altamente recomendável é o rodízio dos pneus a cada 5.000 km. Além de prolongar a vida útil, essa medida garante melhor dirigibilidade e previne o desgaste prematuro dos componentes da suspensão.
Cuide de seus pneus com a Toninho Auto Center, revendedora oficial Michelin.

* Vida útil varia de acordo com as diferentes linhas de pneus. Valores baseados na linha Michelin.
**Recomendação Michelin

Sistema de Monitoramento da Pressão do Pneu

tpmsTPMS significa Tire Pressure Monitoring System (Sistema de Monitoramento da Pressão dos Pneus). O TPMS é um sistema de alerta indicando ao condutor quando um pneu está significativamente com menos pressão e sua alteração de temperatura. O produto é bem conhecido nos EUA, Europa e Ásia sendo conciderado uma acesório impresindível para a segurança do condutor.
Em 2000, Seguindo uma série de colisões automobilísticas, frequentemente fatais, e um consequente recall de pneus nacional, o congresso dos EUA aprovou a lei de Aprimoramento, Responsabilidade e Documentação de Recall de Transportes (TREAD). Tendo a segurança do condutor como principal preocupação, a lei TREAD determinou, entre outras, que todos os novos carros de passageiros, veículos de passageiros de vários fins, caminhões e ônibus com peso de até 10.000 libras nos Estados Unidos, sejam equipados com um sistema de monitoramento de pressão nos pneus, um sistema de alerta que indica ao motorista quando um pneu está subinflado. Seguindo um cronograma de implantação, o mercado dos EUA obedeceu completamente à nova regra com os modelos do ano 2008 e, agora, os sistemas de monitoramento de pressão de pneu são padrão em todos os carros nos Estados Unidos.

 

O aparelho TPMS é facilmente instalado, basta colocar os sensores internamente nos pneus, estes vão fazer a leitura de pressão e de temperatura, e por uma transmissão de informação via rede sem fio as informações são visualizadas no visor do aparelho em tempo real.

 

 
Seus beneficios, entre outros, são:

  • Fácil Instalação do dispositivo
    Contribui para a vida útil dos pneus em até 30%
    Ajuda na redução do consumo de combustível
    Auxilia na diminuição dos riscos de algum vazamento nos pneus, evitando ter que ir a lugares para acompanhar tal informação.
    Ajuda na prevenção contra acidentes com pneus bem calibrados
    Rápido retorno de investimento.

Pressão correta dos pneus

pressao certaEntre os fatores que mais influenciam no consumo de combustível do automóvel, o pneu fica atrás apenas do motor e da aerodinâmica. Ao rodar com a pressão de inflação abaixo da indicada, o pneu tem a sua resistência ao rolamento com o piso aumentada, o que exige mais esforço do motor e, consequentemente, eleva o consumo de combustível e a emissão de poluentes. E dependendo do tipo de percurso, das condições do tráfego e da forma de dirigir, essa resistência ao rolamento extra pode representar de 18% a 25% do consumo de energia do carro.

A perda de pressão pode acontecer por diversos fatores como um pequeno furo, uma válvula defeituosa (ou sem a tampa), uma roda avariada e até mesmo através da porosidade da borracha – o que ocorre naturalmente, ainda que o pneu esteja em perfeitas condições, mas que se agrava com o passar do tempo e o ressecamento do composto.

Por essas e outras, é fundamental que a verificação da calibragem dos pneus seja feita semanalmente, seguindo a pressão indicada pela montadora. Essa informação, que varia de acordo com o peso que o veículo tem de deslocar, é encontrada no Manual do Proprietário e, em muitos modelos, em adesivos fixados na parte interna da tampa do reservatório de combustível ou na coluna da carroceria, junto à porta do motorista.

Vida útil

A baixa pressão também provoca um efeito extremamente prejudicial à durabilidade dos pneus, já que as extremidades externas da banda de rodagem (ombros) passam a receber uma carga maior. Além disso, a pressão interna insuficiente nos pneus deixa o volante “pesado” nas manobras (o que pode danificar o sistema de assistência hidráulica ou elétrica da direção) e, de forma mais crítica, à falta de estabilidade nas curvas ou ao detalonamento – quando o pneu desencaixa da roda -, provocando a perda do controle da direção.

Por outro lado, o excesso de pressão tem consequências menores. Entretanto, pode causar maior desgaste no centro da banda de rodagem, rachaduras na parte mais profunda dos sulcos, maior vulnerabilidade a estouros e a perfuração por detritos pontiagudos, e, nos casos mais extremos, também a perda de aderência e de estabilidade nas curvas.

É no percurso urbano que a baixa pressão dos pneus tem um efeito mais nocivo ao consumo de combustível. Nas rodovias, onde a velocidade é maior, o arrasto aerodinâmico (resistência ao ar) acaba sendo mais decisivo para o gasto de energia do que o atrito com o asfalto.

Dessa forma, a combinação de baixa pressão dos pneus com um trajeto sinuoso, de piso ruim e em um horário de congestionamento pode representar até um quarto do combustível consumido pelo motor. É que, apesar de o veículo se deslocar lentamente, a resistência ao rolamento e a maior energia gasta para recolocar o carro em movimento constantemente no para-e-anda acaba fazendo com que as câmaras de combustão exijam uma quantidade maior do líquido contido no reservatório.

Paralelamente, em situações de trânsito livre, o comportamento ao volante também pode ser um vilão para o próprio bolso. Atitudes como esticar as marchas, acelerar até dez metros antes do sinal vermelho para depois frear bruscamente, ou manter o carro parado em ladeiras com auxílio da embreagem enquanto mantém o acelerador pressionado são apenas alguns vícios que não só elevam o consumo de combustível, especialmente se agravadas pela negligência com o pressão dos pneus, como também provocam o desgaste prematuro de componentes da transmissão e dos freios.

Para se ter uma ideia de quanto pode custar o desperdício provocado pela baixa pressão dos pneus, vamos fazer uma conta simples, tomando como exemplo um motorista que rode 50 km por dia para ir e voltar do trabalho e que possua um veículo que, em condições normais, tenha um consumo médio de 8 km/l de gasolina.

Enquanto, normalmente, o consumo diário seria de 6,25 litros, no pior dos cenários esse índice seria elevado para 7,81 litros; ou seja, um desperdício cotidiano de 1,56 litro. Multiplicando pela quantidade de dias úteis no mês (22), e novamente pela quantidade de meses no ano, chegaríamos a 411,84 litros anuais. Considerando o preço médio do litro da gasolina de R$ 2,59, teríamos um prejuízo de R$ 1.066,66 ao ano. Sem dúvida, uma quantia considerável, mas que pouca gente se dá conta.

Calibre corretamente

Para evitar esse ralo no orçamento doméstico e contribuir para um ar mais limpo e respirável, tenha como hábito conferir a calibragem semanalmente, o que pode ser feito, inclusive, enquanto se abastece o tanque. A verificação deve ser feita com os pneus frios, o que significa não rodar mais do que 1 km. Caso tiver de fazê-la com o pneu já aquecido – o que implica no aumento da pressão interna – adicione 4 libras (psi) à indicada pelo fabricante, verificando novamente a calibragem assim que possível, quando o pneu estiver frio.

 

Fonte: IG