É sabido que, periodicamente, deve-se realizar a troca de óleo do carro, uma prática essencial para garantir o bom funcionamento do veículo. A principal dica é ficar atento aos prazos, afinal, a vida útil do seu automóvel depende disso.

Realizar este cuidado evita situações como ruídos no motor, superaquecimento, falhas na partida e perda de potência. Além disso, resulta em um gasto menor do combustível pelo veículo. É importante lembrar que o momento de maior desgaste do motor é na partida, quando o óleo se encontra no fundo e, até ser bombeado para as partes altas, os componentes acabam trabalhando com pouco ou nenhuma lubrificação.

 

Apesar desta ciência sobre a necessidade da troca do óleo, sem falar da enorme quantidade de prejuízos que deixar de realizá-la pode trazer, muitas pessoas deixam o prazo passar. Foi pensando nisso que o Toninho reuniu dicas essenciais para te auxiliar nesse processo. Veja abaixo:

– Consulte o manual do carro

Apesar de, na maior parte das vezes, ser ignorado pelos motoristas, este documento é peça-chave na hora de realizar qualquer manutenção. No caso do óleo, não é diferente, já que é lá que vão estar as recomendações da frequência de troca pelo fabricante.

– Conheça o seu carro
Saber o funcionamento de seu veículo é um ato de prevenção, afinal, evita gastos futuros; e, também, é da segurança de sua vida e de pessoas que você gosta que estamos falando.

– Atente-se ao filtro
Ao realizar a troca do óleo, faça o mesmo com o filtro, pois é ele que retém as impurezas do motor. Ademais, não cometa o erro de apenas completar o nível do óleo, e sim realize a troca completa. E atenção: misturar substâncias novas com velhas pode acarretar em problemas futuros.

– Observe os fatores de redução
Geralmente, a troca de óleo é realizada no período entre 5 mil e 20 mil km. Porém, existem fatores que podem reduzir esse tempo. Aqueles que costumam passar com frequência por regiões de engarrafamento, usam bastante as estradas ou moram em lugares muito quentes precisam redobrar a atenção e fazer a checagem do nível com mais frequência.

– Escolha o óleo ideal
Lembre-se: de nada adianta realizar a troca do óleo se ele não for o indicado para o seu veículo; há no mercado materiais de base mineral, sintética e semissintética, com diferentes propriedades. Tal ato pode trazer consequências graves. Aqui, também vale frisar que você nunca deve misturar óleos diferentes durante a troca.

– Siga algumas dicas durante a checagem
Caso vá realizar o processo por conta própria, a recomendação é esperar o motor esfriar por, pelo menos, cinco minutos. Isso porque, com o óleo ainda muito quente, a chance de acidentes é maior. Outra dica é conferir o nível do lubrificante em locais planos para evitar uma checagem equivocada.

– Tome cuidado com o motor
Ao realizar a troca, não deixe cair óleo no motor, pois o lubrificante, ao entrar em contato com outras partes do automóvel, pode comprometê-las.

– Atente-se a multa!
Não trocar o óleo do carro periodicamente pode ocasionar em multas. É isso mesmo: o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê infrações – desde leves à gravíssimas – que se confirmam a partir de problemas gerados pela adulteração ou insuficiência de óleo no automóvel.

E aí, acha que está preparado para assumir esse compromisso com o seu carro? Ele merece! E aqui, no Toninho, você encontra o serviço de troca de óleo.

Passe na unidade mais próxima de você!

Fonte: Doutor Multas, 4 Rodas

Pressão correta dos pneus

pressao certaEntre os fatores que mais influenciam no consumo de combustível do automóvel, o pneu fica atrás apenas do motor e da aerodinâmica. Ao rodar com a pressão de inflação abaixo da indicada, o pneu tem a sua resistência ao rolamento com o piso aumentada, o que exige mais esforço do motor e, consequentemente, eleva o consumo de combustível e a emissão de poluentes. E dependendo do tipo de percurso, das condições do tráfego e da forma de dirigir, essa resistência ao rolamento extra pode representar de 18% a 25% do consumo de energia do carro.

A perda de pressão pode acontecer por diversos fatores como um pequeno furo, uma válvula defeituosa (ou sem a tampa), uma roda avariada e até mesmo através da porosidade da borracha – o que ocorre naturalmente, ainda que o pneu esteja em perfeitas condições, mas que se agrava com o passar do tempo e o ressecamento do composto.

Por essas e outras, é fundamental que a verificação da calibragem dos pneus seja feita semanalmente, seguindo a pressão indicada pela montadora. Essa informação, que varia de acordo com o peso que o veículo tem de deslocar, é encontrada no Manual do Proprietário e, em muitos modelos, em adesivos fixados na parte interna da tampa do reservatório de combustível ou na coluna da carroceria, junto à porta do motorista.

Vida útil

A baixa pressão também provoca um efeito extremamente prejudicial à durabilidade dos pneus, já que as extremidades externas da banda de rodagem (ombros) passam a receber uma carga maior. Além disso, a pressão interna insuficiente nos pneus deixa o volante “pesado” nas manobras (o que pode danificar o sistema de assistência hidráulica ou elétrica da direção) e, de forma mais crítica, à falta de estabilidade nas curvas ou ao detalonamento – quando o pneu desencaixa da roda -, provocando a perda do controle da direção.

Por outro lado, o excesso de pressão tem consequências menores. Entretanto, pode causar maior desgaste no centro da banda de rodagem, rachaduras na parte mais profunda dos sulcos, maior vulnerabilidade a estouros e a perfuração por detritos pontiagudos, e, nos casos mais extremos, também a perda de aderência e de estabilidade nas curvas.

É no percurso urbano que a baixa pressão dos pneus tem um efeito mais nocivo ao consumo de combustível. Nas rodovias, onde a velocidade é maior, o arrasto aerodinâmico (resistência ao ar) acaba sendo mais decisivo para o gasto de energia do que o atrito com o asfalto.

Dessa forma, a combinação de baixa pressão dos pneus com um trajeto sinuoso, de piso ruim e em um horário de congestionamento pode representar até um quarto do combustível consumido pelo motor. É que, apesar de o veículo se deslocar lentamente, a resistência ao rolamento e a maior energia gasta para recolocar o carro em movimento constantemente no para-e-anda acaba fazendo com que as câmaras de combustão exijam uma quantidade maior do líquido contido no reservatório.

Paralelamente, em situações de trânsito livre, o comportamento ao volante também pode ser um vilão para o próprio bolso. Atitudes como esticar as marchas, acelerar até dez metros antes do sinal vermelho para depois frear bruscamente, ou manter o carro parado em ladeiras com auxílio da embreagem enquanto mantém o acelerador pressionado são apenas alguns vícios que não só elevam o consumo de combustível, especialmente se agravadas pela negligência com o pressão dos pneus, como também provocam o desgaste prematuro de componentes da transmissão e dos freios.

Para se ter uma ideia de quanto pode custar o desperdício provocado pela baixa pressão dos pneus, vamos fazer uma conta simples, tomando como exemplo um motorista que rode 50 km por dia para ir e voltar do trabalho e que possua um veículo que, em condições normais, tenha um consumo médio de 8 km/l de gasolina.

Enquanto, normalmente, o consumo diário seria de 6,25 litros, no pior dos cenários esse índice seria elevado para 7,81 litros; ou seja, um desperdício cotidiano de 1,56 litro. Multiplicando pela quantidade de dias úteis no mês (22), e novamente pela quantidade de meses no ano, chegaríamos a 411,84 litros anuais. Considerando o preço médio do litro da gasolina de R$ 2,59, teríamos um prejuízo de R$ 1.066,66 ao ano. Sem dúvida, uma quantia considerável, mas que pouca gente se dá conta.

Calibre corretamente

Para evitar esse ralo no orçamento doméstico e contribuir para um ar mais limpo e respirável, tenha como hábito conferir a calibragem semanalmente, o que pode ser feito, inclusive, enquanto se abastece o tanque. A verificação deve ser feita com os pneus frios, o que significa não rodar mais do que 1 km. Caso tiver de fazê-la com o pneu já aquecido – o que implica no aumento da pressão interna – adicione 4 libras (psi) à indicada pelo fabricante, verificando novamente a calibragem assim que possível, quando o pneu estiver frio.

 

Fonte: IG